29 abril 2015
Lápis de Cor
08 abril 2015
07 abril 2015
Identificando uma Criança Daltônica
A primeira coisa que você deve saber sobre daltonismo é que ele afeta principalmente homens:
06 abril 2015
Extensão para Chrome facilita visualização de sites por daltônicos
Seleciona Colorblinding e aparecerá essa tela:
Seleciona seu tipo de daltonismo e comece a navegar pelos sites, muito simples.Caso você ainda não saiba qual seu tipo de daltonismo, sugiro fazer um teste dentro do site da EnCrhoma, um dos testes mais completos que conheço, clique aqui e vá direto a página.
30 março 2015
Genética e Daltonismo
Gene therapy for red–green colour blindness in adult primates
E aqui o Dalton e Sam:
02 abril 2014
Óculos para daltônicos
Ano passado li no blog do David Pogue, do New York Times, um artigo sobre um óculos produzido pela empresa EnChroma . O jornalista usou esse óculos e fez uma breve resenha sobre o assunto.
Pelo que li parece muito interessante, o jornalista ficou maravilhado com vários tons que nunca havia notado e, principalmente, quando viu o arco íris. Um dos maiores problemas é não poder usá-los dentro de casa, ou no trabalho, pois são óculos de sol e dependem da quantidade de luz no ambiente. Outro problema era o preço, na época 600 dólares, hoje já custa cerca de 380 dólares, acrescente a isso o custo de transporte até o Brasil.
Não tenho interesse, no momento, em comprar esses óculos, mas caso você queira, é bem simples, você faz um teste primeiro, para avaliar seu daltonismo, dentro do próprio site da empresa, pode ser também através do aplicativo de celular, que você encontra fácil no site da EnChroma. Após o teste a empresa dá a opção de óculos para você, tem em alguns modelos, de acordo com seu estilo. Achei interessante, no futuro pretendo comprar e testar, outro detalhe é que a empresa dá uma garantia de reembolso de 30 dias, caso você não fique satisfeito.
O legal é ler os testemunhos de quem usou os óculos: são muito bons, acho que todos os daltônicos vão se sentir sensibilizados pelos testemunhos.
22 setembro 2012
27 junho 2011
Links
12 junho 2011
Verdes

Na última quinta-feira estava ajudando na organização de um evento no trabalho e lá também estavam várias crianças participando da semana do meio ambiente, criando objetos com materiais reciclados, isso é um clássico da semana do meio ambiente.
Depois de um tempo as crianças descobriram que eu era daltônico, pronto, ficaram no meu pé por muito tempo. Descobri que é universal, ao descobrir um daltônico até as crianças começam a perguntar a cor de todas as coisas ao redor. Outra coisa interessante foi explicar o que é o daltonismo para crianças que até aquele momento não sabiam que existem pessoas que enxergam determinadas cores e não conseguem ver outras.
As crianças queriam que eu falasse a cor de tudo que tinha por perto, traziam lápis de cor para saber o que eu via ali. As crianças têm uma noção incrível desse mundo, fazem perguntas com as quais você não conta, movidas por uma curiosidade, uma vontade de compreender o funcionamento de tudo.
Não estava esperando perguntas tão complexas sobre daltonismo. Um menino soltou a clássica: “Como posso saber se o verde que eu vejo é o mesmo que minha professora vê?” Esse tipo de pergunta não era o que estava esperando, é profundo demais, está mais para a área da reflexão. É o tipo de coisa que só conseguiremos saber quando pudermos olhar o mundo, mesmo que por instantes, com os olhos de outra pessoa.
A parte engraçada foi quando uma menina concordou em uma cor comigo, algo que era roxo e falamos que era azul. Pronto, depois de todos concordarem que era azul, só disse para a menina que ela também era daltônica. Ela, por um instante, não sabia se ficava triste ou alegre.
26 abril 2011
E o Mario?
No último fim de semana descobri algo incrível, digno de quando soube que a fanta laranja não era amarela, era laranja. No jogo do supermario no Super Nintendo haviam dois tipos de cogumelos, um era uma vida e o outro era para crescimento. Não sabia que eles tinham cores diferentes, achava que eram semelhantes. A surpresa foi descobrir que existe uma diferença de cores entre esses cogumelos, há o verde para vida e o vermelho para crescimento. Toda a infância jogando Mario para nada, sempre achei que haviam lugares com cogumelos com vida, não que eles tinham cores diferentes, acho que isso das cores tem muito sentido, pois haviam algumas fases que era necessário ir com o Mario pequeno. Super Mario é muito Alice, com seus cogumelos, suas inserções no subterrâneo e seus inimigos bizarros. Espero por uma versão de Mario para daltônicos.24 outubro 2010
Como vê
27 junho 2010
Detran
09 maio 2010
Daltônicos
04 outubro 2009
Não peçam para um daltônico
28 agosto 2009
Comerciais daltônicos
22 agosto 2009
Sprite e os daltônicos
17 agosto 2009
O Daltônico e o Tênis Azul
Quando chegamos a C., espremidos na cabine de um caminhão que nos trouxera de uma terra que nos cuspia a todos sem nenhuma dó, vi a neblina a pairar sobre a manhã de descobertas. Tinha seis anos. Para mim, C. seria sempre cinza, borrada pela neblina da infância. Aqui, descobri que a cidade, cujo útero seco nos abrigaria pela vida toda, tem poucas cores possíveis. Lugar ideal para um daltônico passar invisível.
Só descobri que era daltônico na adolescência. Pela mão de uma namorada, parei diante do oftalmologista e uma infinidade de plaquinhas com dezenas de pontinhos coloridos. O inferno do daltônico deve se parecer muito com estes milhares de pontinhos, pendurados num arco-íris. Aos meus olhos, nada sobressaía naquelas malditas plaquinhas. "Você tem de ver um número, uma letra", dizia-me o médico. "Tenho de ver", eu pensava, com certo nervosismo. "Tenho de ver, tenho de ver, tenho de ver." Maldição. Não via absolutamente nada. Apenas dezenas, centenas, milhares, milhões de pontinhos dançando, copulando, se reproduzindo diante dos meus olhos. Ouvia o risinho dos meus amigos de escola. Uma algaravia sem-fim de cores e vozes. "É, você é bem daltônico", disse-me o médico de branco, após muitas tentativas naquela sucessão de placas. Certo alívio percorreu meu corpo. Além de idiota, eu era daltônico.
Quando recebi a carteira de motorista, não consegui reprimir o riso, que se transformou numa sonora e sarcástica gargalhada. O funcionário do Detran, com a burocracia a percorrer-lhe o corpo, assustou-se diante do louco que em breve cortaria as ruas de C. ao volante. Com certeza, naquele momento, Simão Bacamarte me trancafiaria para sempre na Casa Verde. Já era "velho", beirando os 30 anos, quando empurrado por outra namorada (mulheres, sempre elas) parei (apavorado, é claro) diante da médica para o "exame de vista". Uma pequena caixa escura me aguardava. Enfiei os olhos na escuridão. Tinha certeza de que ela me engoliria para nunca mais voltar a C. e seus arames em forma de arquitetura. "Que cor você vê?", perguntou-me a médica. Não via cor alguma. Ou via. Sei lá. Era um vaga-lume a piscar na imensidão escura. De que cor é a luz do vaga-lume? Errei todas. Derrotado pelas cores, poderia fazer o teste mais uma vez. Nova tentativa. Disse à outra médica, mais simpática: "Se eu me concentrar bastante, consigo acertar as cores. O seu crachá, por exemplo, é verde". Ela sorriu diante da "brincadeira". O crachá era vermelho. Concentrei-me ao máximo e acertei alguns dos vaga-lumes que me desnorteavam na caixa escura. Sim, daltônicos podem dirigir.
Dr. Arthur é jovem e bem-disposto para falar sobre daltonismo. Explica-me que somos uma "evolução" humana. Não consigo esconder o riso irônico. Muita conversa e descubro que nós, os daltônicos, além de confundirmos verde, vermelho, azul, amarelo, laranja, marrom, creme... e o restante de todas as cores que habitam o mundo (com exagero, é claro), à noite enxergamos melhor que todos os demais seres normais. Eu enxergo melhor à noite que um não-daltônico. Seria uma maravilha, caso eu também não fosse míope. Mas os daltônicos notívagos conseguem ver com mais precisão os contornos dos objetos na penumbra. É por isso, explica-me Dr. Arthur, que a linha de frente do exército norte-americano, em missões noturnas, é formada por daltônicos. Além da idiotia diante das cores, somos os primeiros a morrer. (Será que no momento derradeiro, na escuridão, conseguiremos vislumbrar com mais exatidão o rosto da morte?)
Refaço o teste de daltonismo. Agora, já tem um nome: teste de Ishihara. Tudo igual ao da adolescência. Plaquinhas, milhares de pontinhos, o riso dos amigos a martelar as lembranças, erros, números ilegíveis, semáforos apagados, uma nesga de esperança de que agora na vida adulta, beirando os 40 anos, tudo será diferente. "Você é o pior que já passou por aqui", disse a auxiliar do Dr. Arthur. "Não fique triste", completou. Pior? Não. Melhor. Sou o melhor daltônico que conheço. Nunca fico triste diante da minha incapacidade cromática. Pelo contrário. Nada melhor do que mentir a um não-daltônico. Aumento meu daltonismo sempre que me fazem a inevitável pergunta: "que cor é esta?" Erro de propósito. No entanto, muitas vezes, erro tentando acertar, e acerto tentando errar. Muitos duvidam do meu daltonismo. Não sabem que, além de daltônico (e míope), sou mentiroso.
Carrego no colo minha pequena filha até o carro. Ela veste uniforme escolar azul, branco e amarelo. Aponto-lhe um arco-íris atrás de um pinheiro. "Lá", digo-lhe. "Onde, papai?", pergunta-me mais de três vezes. Desisto de mostrar-lhe um arco-íris que talvez só exista para mim.
A rua Riachuelo, no centro de C., abriga as putas da minha vida. Elas, sozinhas ou em pequenos bandos, encostadas nas paredes cinza, exibem pernas roliças de crateras sufocadas em minissaias. As putas da Riachuelo têm a pele lunar. Algumas são esqueléticas; outras, adiposas. Nunca as esqueço. Desde menino, habitam o meu imaginário. Nunca as visitei. Por respeito e muito pavor. Antes de entrar na loja, admiro-as. Tenho entre 10 e 13 anos. Não mais que isso. Dinheiro no bolso após horas a plantar azaléias ou colher trigo na chácara-morada, entro na loja em cuja vitrine brilha um lindo tênis azul (sim, nós daltônicos gostamos de azul, mesmo quando este azul só existe para nós; à nossa maneira). Em breve, estará em meus pés rumo à casa do avô Sílvio, o homem de olhos azuis e mãos imensas que um dia deixou o corpo abandonar-se no vazio, na infinita distância entre seus pés e a terra que cultivara.
No ônibus de volta à terra que nos cuspira na infância, calço orgulhoso o tênis azul. "Será que tem rio na nova casa do avô?" A pergunta nos impulsiona rumo ao mundo que não mais nos pertence. C. e seus ruídos nos aprisionaram para sempre. Somos quatro: eu, meu irmão, minha irmã e a mãe. O pai nunca nos acompanhava. Sempre preferiu a distância e o silêncio. Da estrada, após duas trocas de ônibus, a casa do avô era um pontinho (outro) ainda longínquo. Teríamos de percorrer uma grande distância a pé. Na vidraça do ônibus, a chuva lambuzava nossa visão. Temia pelo tênis azul a reluzir nos pés infantis. Descemos todos. Logo, estaríamos na porteira da nova morada de nossos avós. Andávamos com empolgação. O tênis novo ajudava. Alguma distância percorrida, o pé encharcado, e o tênis começava a dar sinais de fragilidade. Logo, o pesadelo. Tantas azaléias plantadas, tantos pés de trigo para arranjos de flores colhidos. Tudo em vão. A água incolor da chuva destruía o tênis azul. Maldição, pensei. Lembrei-me da puta que me sorrira na saída da loja. Papelão sob a palmilha. Calçava uma fraude. O imponente tênis azul misturava-se à água, à lama, aos restos do caminho num emaranhado de cor indefinível. Não me lembro se chorei.
Às vezes, junto com a chuva vem o arco-íris. Sempre que o vejo - quantas cores tem o arco-íris do daltônico? -, penso: "no fim do arco-íris há um baú com um tesouro e um tênis azul".
Daltonismo não tem cura.
NOTA: O nome da coluna Sujeito oculto é uma homenagem ao escritor Manoel Carlos Karam.
11 agosto 2009
Fanta
16 junho 2009
04 junho 2009
Novo msn e o daltonismo II
Se fores no canto superior direito a "Alterar esquema da lista de contactos", depois tens de colocar um visto no "Mostrar informações de estado em etiquetas"
E já te safas bem.
Abraço"







