24 junho 2009

O Grande Gatsby

Há alguns anos comprei o livro Suave é a Noite, do F. Scott Fitzgerald, li rapidamente e parti para o livro 6 contos da era do Jazz, nesse livro conheci a história do Benjamin Button que algum tempo depois virou um filme longo e enfadonho, tem seus méritos. Depois disso conheci um pouco mais do Fitzgerald em sua biografia e lendo o livro 'Paris é uma Festa', do Hemingway, as bebedeiras e os escritores da geração perdida que passaram os anos 20 em Paris. Hemingway alguns meses depois de ter escrito Paris é uma Festa e ter capturado toda a alegria daqueles anos 20, resolveu que não queria mais viver, colocou na boca os canos de sua espingarda de caça e puxou o gatilho. Passei algum tempo sem voltar ao Fitzgerald, só agora peguei O Grand Gatsby para ler. Cheguei ao livro após assistir a segunda temporada de Californication e com todos comentando que o roteiro tinha um pé em Gatsby (é divertido isso, quando você começa a ler, um livro abre caminho para outros dois, isso não acaba nunca). Gatsby entra para a lista dos meus livros favoritos, a história de um homem que não tem dinheiro para viver o amor no momento em que ele chega e que cinco anos depois, já rico, procura chamar a atenção de sua amada (já casada com outro) com ostentação. O problema é que esse não é um livro de Jane Austen, como em persuasão, que o casal passa pelo mesmo problema, mas no futuro tudo vai bem, o amor vence. Esse é um livro sobre o que não tem volta:
"Gatsby acreditou na luz verde, no orgiástico futuro que, ano após ano, se afastava de nós. Esse futuro nos iludira, mas não importava: amanhã correremos mais depressa, estenderemos mais os braços..." É sobre uma geração:
"Trinta anos... A promessa de um decênio de solidão, uma lista cada vez menor de companheiros solteiros, uma súmula cada vez mais reduzida de entusiasmo, os cabelos cada vez mais ralos..."
Alguns sonhos são inalcançáveis, Gatsby perdeu o momento.
" Quantidade alguma de ardor ou de entusiasmo pode competir com aquilo que um homem pode armazenar em seu fantasmagórico coração."

Um comentário:

Lívia García disse...

Sabe que eu tenho lido seu blog já a alguns dias? não comento de sem vergonha que eu sou, um dia vi um seguidor desconhecido e pronto, mergulhei nesse mundinho daltônico e criativo. O primeiro post que eu li foi o do banco invertido, misteriosamente, o que não é do meu costume, sentei num banco invertido segunda feira enquanto voltava da faculdade, lembrei do post. Fiquei muito interessada no livro, o que me desagrada na jane austen são justamente os os finais felizes, infelizmente não lerei por agora, mas foi pra listinha. Espero ter saco também pra postar logo. hahahaha
um beijo!